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quarta-feira, 26 de maio de 2010



Modelagem de
Casos de Uso


Esta aula tem como objetivo apresentar os conceitos da análise e projeto orientado a objetos.

Especificação
Atividade da Engenharia de Requisitos;
Elabora o produto final: Documento de Especificação de Requisitos;

Este documento deve incluir:


- Descrição de alto-nível dos requisitos para entendimento por parte dos usuários;

- Modelos técnicos detalhados que especifiquem os requisitos para os desenvolvedores construírem o projeto do sistema.

Objetivos

Caracterizar os requisitos do sistema:
- Identificar entidades relevantes, como se relacionam e como se comportam.
Ser passível de compreensão tanto por desenvolvedores como por usuários;
Descrever o sistema sob uma perspectiva externa (o que ele faz, não como faz) – abordagem caixa preta;
Ser completo, consistente e não ambíguo.  
Como descrever requisitos
Linguagem natural;Linguagem natural estruturada;
Formulários e templates.
Linguagem de descrição de projeto;
Baseadas em linguagem de programação.
Notações gráficas;
Especificações matemáticas.

Casos de uso
Uma forma de estruturar requisitos:
- Modelos gráficos e linguagem natural baseada em formulários;
- Representam o que os usuários podem fazer no sistema;
- São independentes do método de análise (OO, estruturado, etc.).

Definições
“Um caso de uso captura um contrato que descreve o comportamento do sistema sob várias condições a medida que ele responde a requisições de um de seus usuários.” (Alistair Cockburn)

“Um caso de uso conta uma história sobre como um usuário final (interpretando um de uma série de papéis) interage com o sistema dentro de um conjunto de circunstâncias.” (Roger Pressman)

“Um caso de uso especifica um comportamento de um sistema segundo uma perspectiva externa e é uma descrição de um conjunto de sequências de ações realizadas pelo sistema para produzir um resultado de valor observável por um ator.” (Grady Booch)

Em outras palavras...

Um caso de uso:
- É uma interação típica entre o sistema e um ator – humano, outro sistema ou dispositivo;

- Captura uma função visível ao ator;

- Busca atingir uma meta do usuário.

Objetivos dos casos de uso

Devem responder:

• Quem são os atores?

• Quais são seus objetivos?

• Que pré-condições existem?

• Quais as tarefas principais realizadas?

• Que exceções devem ser consideradas?

• Que variações são possíveis nas interações?

• Que informações do sistema serão adquiridas, produzidas ou alteradas?

Ponte entre requisitos e análise



Passos

1. Identificação dos atores;

2. Captura dos casos de uso;

3. Criação de diagramas de casos de uso;

4. Elaboração da descrição de cada caso de uso;

5. Análise de possíveis associações entre casos de uso;

6. Separação dos casos de uso em subsistemas.

1) Identificação dos atores

Um ator é um papel específico que um usuário pode desempenhar:

•Um mesmo usuário pode desempenhar vários papéis, cada hora sendo um ator diferente.

Modela qualquer coisa externa que possa interagir como sistema:

• Usuários, outros sistemas, dispositivos, etc.;

• Delimitam o escopo do sistema;

• Não é necessário ser descrito em detalhes.

Perguntas para identificar atores

•Quem utiliza o sistema?

•Quem instala e mantém o sistema?

•Que outros sistemas/dispositivos utilizam o sistema ou

•são utilizados por ele?

•Quem obtém informação do sistema?

•Quem provê informação ao sistema?

•O que o sistema faz automaticamente?


2) Captura dos casos de uso  
Feita durante a concepção (conversas iniciais) e elicitação (entrevistas, etc.);

•Identifique as interações discretas entre usuários e sistema;

•Dê um nome a cada uma delas;

•Escreva uma descrição textual pequena.

Geralmente são identificados em paralelo com a identificação dos atores;

Alguns casos e atores podem ser capturados em fases mais avançadas.

Perguntas para identificar casos de uso

• Que funções o ator irá querer do sistema?

• O sistema armazena informações?

• Que atores irão criar, ler, atualizar ou apagar estas informações?

• O sistema precisa notificar algum ator sobre alguma mudança interna?

• Existem eventos externos que o sistema precisa estar ciente?

Que atores informam o sistema sobre estes eventos?

Granularidade dos casos de uso


Casos de uso não devem ser muito pequenos nem muito grandes;

Um bom caso de uso compreende uma seqüência de transações realizadas pelo sistema que produzem um resultado de valor observável para um ator específico.

3) Diagramas de casos de uso

•Representam atores, casos de uso e suas associações

•Uma associação entre um ator e um caso de uso significa que estímulos podem ser enviados entre atores e casos de uso, que se comunicam entre si;

•Provêem uma visão geral das funcionalidades do sistema.

Elementos do diagrama de casos de uso







Eventos que ocorrem automaticamente

Eventos podem ser disparados por determinadas condições, geralmente temporais:

Ex.: realizar backup a cada sexta-feira.

Podemos mapear o evento como um ator ou tratá-lo como um elemento interno.




4) Descrição dos casos de uso

O diagrama é insuficiente para dizer o que cada caso de uso faz;

Deve-se descrever textualmente o fluxo de eventos de cada caso separadamente;

Esta tarefa deve ser iniciada após alguma estabilidade dos casos de uso, para evitar perda de tempo.
O que pode constar na descrição

• Nome do caso de uso;

• Descrição breve / objetivos;

• Pré-condições e pós-condições;

• Entradas e saídas de dados;

• Fluxos (normal, alternativos, cenários);

• Classes/entidades participantes;

• Restrições de domínio;

• Requisitos não-funcionais associados;
Outras observações.
Exemplos de cursos alternativos

• O ator sai da aplicação;

• O ator cancela a operação corrente;

• O ator pede ajuda;

• O ator provê dados inválidos;

• O ator provê dados incompletos;

• O ator escolhe uma maneira alternativa de realizar o caso de uso;

• O sistema falha;

• O sistema está indisponível.


Representação dos cursos

Curso Normal:

•Parágrafos;

•Lista numerada (preferível).

Cursos Alternativos:

•Intercalados no curso normal como itens;

•Intercalados no curso normal como parágrafos;

•Em uma seção separada, de forma resumida;

•Em uma seção separada, de forma detalhada (semelhante curso normal).

Cenários / eventos

Podemos agrupar casos de uso pequenos e similares num único caso de uso;

Neste caso, temos um caso de uso e vários cenários;

Ex.: Cadastrar Cliente = Incluir + Consultar + Alterar + Excluir Cliente.

Agrupar ou não é decisão do analista;

Levar em consideração legibilidade e organização.


5) Associações entre casos de uso

Existem três tipos de associações que podem ser detectadas à medida que os diagramas de casos de uso são refinados:

1.Relação de inclusão;

2.Relação de especialização (herança);

Relação de extensão.

Relação de inclusão


•Um caso de uso incorpora explicitamente o comportamento de outro;

• Funcionalidade comum é separada em um caso que é reutilizado por outros.



Relação de generalização


•Um caso de uso filho herda o comporta-mento e o significado do caso de uso pai;
•Acrescenta ou sobrescreve comportamento do pai e pode substituir o pai em qualquer lugar que este apareça.



Relação de extensão

•Um caso de uso base incorpora implicitamente o comportamento de um outro caso de uso em um local especificado;

• Permite capturar os requisitos funcionais de um sistema de forma incremental.




Relação de extensão

Pode ser usado para modelar:

•Partes opcionais de casos de uso;
•Cursos complexos e alternativos;
•Subseqüências que são executadas apenas em certos casos;

•A inserção de diversos casos de uso diferentes dentro de um outro.

6) Separação em subsistemas

•Facilita o entendimento e a leitura;

• Utiliza-se o ícone de pacote da UML;

• Setas pontilhadas indicam dependência – um pacote solicita serviços de outro.

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